Rafael Brito precisa entender: voto não tem dono, e a vitória de Fufuca não é propriedade particular do prefeito de Timon.
Depois de ver a esposa, Gisele, ficar sem mandato, Socorro Waquim não alcançar a Assembleia e Orleans Brandão perder o governo, tentar apresentar a eleição de Fufuca como uma conquista exclusiva sua soa como desespero para salvar o discurso de força política.
Fufuca recebeu apoio da situação e da oposição em Timon. Houve trabalho de diferentes lideranças e, acima de tudo, a decisão livre dos eleitores. Apagar essa participação para posar de único responsável pela votação é querer reescrever a campanha depois de conhecer o resultado.
A pergunta é simples: se Rafael tem tanto poder para eleger alguém sozinho, por que não conseguiu eleger a própria esposa?
Na hora de explicar as derrotas, faltam respostas. Na hora de comemorar uma vitória compartilhada, sobra vontade de aparecer na fotografia. Rafael pode comemorar a eleição de Fufuca. O que não pode é confundir participação com exclusividade e achar que o eleitor timonense vai aceitar essa conta sem questionar.
Fufuca ganhou a eleição. Rafael quer ganhar a autoria dos votos. São coisas bem diferentes.
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